club 21

Este lugar teoricamente “secreto” é um luxo e vai direto à historia de Nova York. Fica no 21 Club, um dos speakeasies aberto em 1929, e mais especificamente na adega subterraneana. Para entrar você passa pela cozinha, desce uma escada de metal de duas voltas e ainda atravessa uma parede (uma porta falsa) de 2 toneladas que só abre com um espeto inserido entre dois tijolos…era uma mirabolante e inventiva criação de engenharia da época da Lei Seca. Hoje em dia é uma sala de jantar privada para 22 pessoas muito especial e que precisa ser reservada com muita antecedencia. É mágica e memorável e com certeza vai fazer a sua lista de Top 10 refeições na vida. A carta de vinhos to The Wine Cellar Room at 21 Club é impressionante e a comida maravilhosa. O restaurant do 21 Club em si já é tradicionalérrimo. Por exemplo, foi lá onde Humphrey Bogart e Lauren Baccall tiveram seu primeiro jantar a dois, onde o ex-presidente Bill Clinton comemorou os 17 anos da filha Chelsea, onde Liz e Richard Burton jantavam… A adega ainda tem  coleções privadas, como de Elizabeth Taylor, Richard Nixon e Frank Sinatra.  Para uma ocasião muito especial, este é um lugar especial.

Carlota’s Flavors of Brazil

Carlota is a restaurant that became a mandatory reference in the two biggest cities in Brazil. It has a signature kitchen; an ongoing search to update what is considered standard in gastronomical principals, and to reposition culinary situations in this effervescent time we live in. The main force and chef behind Carlota is an old childhood friend, Carla Pernambuco. I just adapted one of her cookbooks, Basketful of (brazilian) Flavors to English. The book was published first in the mid nineties; and now, over 10 years later, it’s still current and fresh. She chef herself has redefined her path during a professional maturing process; however, she has launched new classics revisited by modern techniques.  From distant parts of the globe, she has produced combinations that awakened unexpected perceptions to the palate.  Her food inspirations travel anywhere from the hills of Minas Gerais to the mountains of Italy,  from villages in Vietnam to seedy bars in Rio.

Since the first edition, it was always the intention to compile most wanted recipes and Carlota’ style hits.  But Carla Pernambuco is a woman of the 21st century, mindful of the growing volume of data of a society surrounded by digital information.  From her basketful of wisdom, flavors, scents, colors, textures, techniques and mixtures, she’s created a trail of personal practices to (re)think culinary in a global way.  In ten chapters of curious, casual or celebratory anecdotes, culinary tidbits also propose creativity to everyday’s meals.  Essays filled with diligent observations gastronomy may provoke unfold into musings and spirited commentary that are divided by the themes of the book.  From bickering to celebrating, romancing to traveling, family recipes to unexpected combinations, there’s more than enough pleasure to be in the kitchen – or at the table.

Perhaps the perfect cookbook is the one proposed by Monteiro Lobato in A Reforma da Natureza, where a doll, Emilia, decides that Dona Benta’s cuisine volumes should have thousands of flavors; in a way the pages with recipes could be torn and –chomp! — eaten in a heartbeat by whoever was reading those pages. Carla Pernambuco still doesn’t reshape nature.  But she revamps what is signature food, in the same tradition of signature chefs.  After all, for a good cook all it takes is an ingredient the kitchen and an appetizing idea in mind.

my media theory

Há muito tempo ninguém me estimulava a discutir este assunto que tanto gosto na vida (e que escolhi como profissão very early on), televisão! So from the bottom of my heart, thank you, queridos Mauricio e Zeca! I have a thing or two to say about o que os dois escreveram hoje in the medium of your choice. Antes de tudo peço que me perdoem o português péssimo… parte falta de prática, parte pure excitement. A mistura com inglês não é arrogância nem empáfia, mas sim velocidade: my brain speeds, my hands are slow.

O que acontece em mídia –e no mundo– hoje em dia é maravilhoso. This is an exciting time we’re in! We are living in REAL TIME in exactly o que Marshall McLuhan falou is “the extension of man”: the medium is the message. Neste email mesmo estamos conversando através de diferentes interfaces (facebook, blog, email, televisao) mas interligados, while the medium está cumprindo seu papel; and it affects the society in which it plays a role not by the content delivered over the medium, but by the characteristics of the medium itself.

Televisão fala com o maior número possível de gente ao mesmo tempo, é comunicação de massa. A linguagem tem de ser fácil, we know that. Não acho que seja a falta de qualidade, boldness ou coragem dos executivos de televisão, Mauricio, que faz a televisão ser do jeito que é. Vivemos em uma sociedade capitalista e interesses economicos gritam 20 vezes mais alto do que qualquer ousadia criativa. Eu sou produto disso myself, apanho muito por querer ‘shake things up’, a ponto de ter perdido o emprego uma ou duas vezes na vida (mas também acerto big time às vezes). A TV Globo não muda a grade de programação há 50 anos. Falta de coragem de executivos? absolutely not! Por mais brilhante que Dercy seja (não sei, não vi, não tenho idéia do que se trate), não vai ocupar o lugar de um programa que já vendeu duas vezes suas quotas de patrocinio (o revenue de comerciais que está entrando naquela faixa de horario de Big Brother dá para colocar outro BBB de tanto anunciante batendo na porta).

Mulheres Ricas is disgusting? So what?!? A quantidade de gente que reage a este programa justifica the medium. If it’s disgusting it is not the point… The Artist é um filme preto e branco sem diálogo sobre Hollywood in between wars. É um sucesso. A última grande coisa que aconteceu no pop foi American Idol. Rock sempre foi rock… Sorry to quote McLuhan again: when the printing press was invented in the West most thought it was an engine of immortality…except for Shakespeare.

786 criticos de TV? Não são criticos…. The medium is the message. A maneira com que a gente se comunica hoje mudou, Being it the internet, smartphones and so forth. A televisão é um meio linear, a internet não-linear. Na internet exerço minha liberdade e faço, por extensão, a televisão participar de um processo democrático. Participatory culture has been hailed by some como uma maneira de reformar communication and enhance the quality of media. Até há pouco exigia-se uma faculdade de jornalismo para exercer “a critica”, right? Well, the new ethics. Web 2.0. allows non-traditional forms of professional training que permite as pessoas maior interaçao social e community participants. Ethics challenge? It’s the world we live in, and it’s beautiful.

One last point, que acho que é um fator cultural do brasileiro. é um povo gregário, fala-se entre si, conversa-se, discute-se o que vemos na TV, etc. Uma das coisas que mais me impressionou quando estive no Brasil foi a quantidade de gente tweetando ao mesmo tempo que via televisão. Comentários em real time. Só pode ser a natureza gregaria do brasileiro. O desejo de interagir socialmente. These renaissance men que inventaram smart-phones, that change the way we communicate, and technology that thrives in our world only made it easier.

Sou uma pessoa de televisão, this is my medium, faço isso há quase 30 anos e nunca vi critica de televisão no Brasil. Aliás fiquei muito surpresa em saber que Mauricio fala de televisão semanalmente….até mandei congratulations… e alguém comenta no blog do Zeca (william?) que está fazendo uma monografia sobre a falta de crítica de televisão no Brasil. Ha. Agora minha frustração mesmo não é tanto na so called “falta de qualidade” da TV, mas esta necessidade de “jump on the bandwagon”, de todos fazerem tudo igual, de ranso…. Não há diversidade, isso é velho. Nem vou começar a falar do que penso sobre a nova lei….

Não vi Lost, nunca gostei. Breaking Bad is brilliantly written e os script são mais bem escritos que o que saiu na TV. The Killing e O Rebu tratam da mesma coisa e da mesma forma, só muda o número de capítulos e a quantidade de externas. Mas aqui ao menos valoriza-se the writer… são 10, 20, até 30 roreiristas por programa. Ideas ideas ideas. Mas aí pode-se argumentar que não é muito diferente do rádio right?
Mauricio Stycer: Zeca Camargo vê excesso de críticos de TV em busca de audiência na internet