Two gardeners

I  was once a fictional character in the life of a writer. Like everyone who becomes very close to a writer, I was inadvertently  lured into a central plot. If on a winter’s night, a traveler…  Every living minute, I became spectator and character. Myself, or anyone on a winter’s night, is unaware it has turned into another one of the writer’s commodities. After so many years, I got tired of living in the shadow of the fictional character. It was not my avatar and not following the plot had drained me out. Whilst on the realm of reality, I gave up to become who I am.

But I often think of it. Especially this month, when it’s Caio’s death anniversary and George Harrison’s birthday. Two wonderful minds,  brilliant men that kept their creation alive despite the growing web-based systems we live in. They, found peace among plants. The gardeners. There’s something about gardening granting a sense of humility and creation. Plants, different than people, respond with truth, seamlessly. They teach patience and self-actualization. Self-actualization implies the control of time…personal time: the only possible ‘training’ in the humanities is developing the capacity to play with personal time. One of the most difficult issues of ‘living ecologically’ is in the training of the perception of one’s daily reality, interconnected web-based thoughts, as a ‘web of systems’ instead of linear narratives that we are given through media.  As we grow up with broadcast media in our society we are enticed to make ‘snap judgments’, or ‘moral snapshots’ of different urban phenomena around us. Not the garden. I guess both music and literature are fecund opportunities for rarified self-actualization, truth, creation… flowering plants in the world.

 

 

 

 

uma carta de Caio F encontrada ao acaso

Sampa, 18 de abril de 1985.

Marilene,
te escrevo na máquina da Em Volta (Galeria), cerca de 13h30m. Tudo meio vazio, vim entregar minhas matérias, fiquei fazendo a página de culinária (este mês:peixes), a patroa está em Tóquio (coitada!). Neste momento, o boy acaba de me entregar um pacote de livros. Global: Oba, veio a Katherine Mansfield!
Ouvi hoje várias vezes: você está com a cara tão boa! S’as que Marilene desespera, mas não perde o tino, não? Entre duas cachoeiras de lágrimas, sempre há espaço para um pouquinho de creme Nívea. Achas que a frase anterior poderia servir para um campanha publicitária Nívea? Ganharíamos literalmente potes de creme. Você não quer produzir?
Ontem fiquei assistindo Camelot na TV. Marilene, descobri: tudo que preciso é de um Sir Lancelot na minha vida. Mais ainda se tivesse a cara do Franco Neroaos 30 anos. Fantasias, como vês, não faltam. Faço um pouco de hora para assistir Dublê de orpo, de Brian de Palma.
Abobrinha 1 (conte para C.):
S’as qual seria a manchete da Folha de S.Paulo de terça-feira?
Esta: “Risoleta magoada com frieza de Tancredo”.
Abobrinha 2 (somente para iniciados):
Abobrinha 2a. S’as o que o Caio Fernando disse quando viu o Jaburu do
outro lado da calçada?
— Como é que eu estou do outro lado, se estou aqui?
Abobrinha 2b. S’as o que o Jaburu, do outro lado da calçada, fez quando viu
o Caio Fernando Abreu? Gritou: — Jaburú-ú!
Ai, ai.
Tenho uma história medonha pra te contar. Recebo na secretária eletrônica um recado de Tania von Faillace, que está em SP para o tal congresso de datilógrafos. Texto: “Estou em SP e quero muito te ver. Estou preocupada com a tua saúde. Telefone tal, beijos Tania.” Outra, recebo um bilhete de Lya Luft. Texto: “Me disseram que não andas muito bem de saúde, Fico preocupada, manda notícias.” Eu, caraminholando, lógico. Ontem telefonema de Zé Márcio. Texto:
Zé — Zé Fissura te ligou do Rio?
Eu — Sim, mas há umas duas semanas.
Zê — Ontem ou hoje não?
Eu — Não. Por quê?
Zé — Bem, é que ele ligou aqui pra casa ontem querendo saber se era
verdade que você está com AIDS. Diz que todo mundo em Porto Alegre só fala
nisso.
E então, Marilene, que achas? Estou me sentindo a própria Rita Lee, careca por causa das aplicações de cobalto. Haja, não? Fiquei na minha, mas putíssimo. Você não acha um pouco baixo-astral demais? A peste. Imagina se começassem a espalhar que pessoas gordas dão câncer. Pois é mais ou menos assim que me sinto. E o pior, quero dizer, melhor, é que Marilene está absolutamente saudável (supõe,
claro). Bem, bem.
Hoje me convidaram para outra tournée pelo interior, além de Presidente Prudente. Podia ser Araçatuba (achas que é de Tôro?), São José dos Campos ou Ribeirão Preto. Escolhi a última, não sei, mais sensual, terra de Mário Prata, Leilah Assunção — imaginaste as noites de Ribeirão Preto? E os ribeirões de Ribeirão Preto?
Medo: Sergião ameaça abrir falência e me comunica que TALVEZ eu (?) tenha que sustentá-lo durante no mínimo um mês. Botei as mãos nas cadeiras e não disse nada. Mas pode? Cá entre nós: poooooooooooooooooooooooooooooooode?
As vezes penso em voltar para a Pavuna.
Pausa, pausa. Sumiê, a secretária japa, me conta que anda doente do coração — tipo a soufle au coeur: ela tem uns 25 anos. Aí entra Natália e me conta que a semana que vem tem que operar um cisto-no-ovário. Minha guia de Oxum faz uma falta…
Mas ai, ai. Marilene, venha me visitar. Está tudo tão direitinho naquele puta apê. Hoje recortei um anúncio de liquidação de camas & colchões. Amanhã fico rico e vou lá ver. Hoje quero comprar Um homem só, de Christopher Isherwood — li o Adeus a
Berlim e, paixão! É algo meio Jonh Fante, meio Salinger — não chega aos pés, claro, é mais seco, mais viril, mas tão bonito. Quando você vier, leva outra mala de livros.
Já leste carta tão besta?
Pois é, vai saindo. Nas minhas obras póstumas, você jura que elimina as mais imbecis?
A solidão às vezes é tão nítida como uma companhia. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível. As vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que amor acabou. [.. .] Repito sempre: sossega, sossega —
o amor não é para o teu bico.
Aftas desapareceram. Homeopata tranqüiliza — foram ótimas, cosas que tinham que sair pra fora. Notei sensível diminuiçã em gânglios (lovely gânglios). Não consigo mais me sentir com AIDS.
Tás na linha? Alô, alô? Chamei Telesp: trocaram o aparelho. Mas é questã do Sergiã voltar de Curitiba, ter outra discussã e jogar o aparelho no chã. Como de hábito. Marilene, sou tão bonzinho, simpático, talentoso, prestativo, amável, delicado e carinhoso. Marilene: a que tenta preservar sua auto-estima a qualquer custo.
Dulce me invade a cabeça. Anoto, anoto. Ainda não comecei de sola. Mas vai nascer. Fico todo grávido e imediatamente me vêm caixas de Domecq na cabeça. O problema mais grave é que Dulce bebia mesmo era gim. Acho que ela se parecia com Tonia Carrero. E era Leo/Tôro ou Tôro/Leo, com uma Lua em Pêxes.
Mas é isto. Me vou à luta. Voltei a dormir no chão: coluna tri. S’as o que Jaburu respondeu para o psicanalista quando este perguntou por que ele tinha ido lá: — Não parece ÓBVIO? E caiu em prantos. Um dia talvez o Jaburu renda uma boa historinha para kids. Ainda. Se Dodeacedro na CAL implica em direção de Nara Keiserman, a resposta definitivamente é NÃO!
Kisses para Maria Clara, Nina, Angela e Betty. Mais para Marilene.
Caio F.

Pausa. Pausa. Pausa.

Noite, 23h25m.
Não tive tempo de colocar no correio. Estou continuando em casa. E tanto pra dizer. Estou de cabeça feita exatamente no ponto em que gosto: recebi uma grana, cara (200 paus de uma coluna sobre livros num jornal de… Medicina). Bueno, aí jantei no Longchamp — o Longchamp me dá um prazer, um gostinho de estar em Sampa… — comi: uma lasanha (Marilene andava mal alimentadíssima,
pooooooobre) com meia garrafa de vinho tinto, depois cafés e um licor de Strega (eles têm cálices belíssimos).
Vim descendo a Augusta. Marilene, estou todo INTENSO. Minha epígrafe agora seria: “Pode deixar que eu seguro”.
Foi me dando uma sensualidade bebendo aquele Strega flambado… Lambi os beiços, deixei descer devagar pela garganta, depois de molhar toda a boca por dentro. Continuo depois o capítulo Strega.
Jacq-ueline
[À margem: Descobri: o perigo do teu nome é esse cq que lembra… Dome-cq!],
emergi hoje. Ah, pobre Marilene, a passional… Sofri tanto, fiquei de cama, sabias? Pois hoje emergi calçando salto 15, ombros muito para trás, porte ereto e saia justíssima. Nariz arrebitado. Pisando duro. Pensam que vão acabar comigo?
Nunca. Marilene foi às compras — como é uma intelectual, no fundo, comprou outro Isherwood — essa paixão vai me levar à ruína — e o final daquela Dons Lessing/Martha Quest. Marilene depois foi ao Arroz de Ouro, comprou potes de mel, incenso de verbena e um pote enorme de propolina. Saiu correndo para o cinema, a tempo de ver Dublê de corpo e — ah! — imagine um filme punk-pornô. E fantastish! Tem uma atriz pornô — Holly, que fez o famoso Holly does Hollywood — um voyeur claustrófobo e um videoclipe numa buceteria punk que Marcia Fellacio e
The Vagina Dentatas não imaginariam mais, Vá correndo ver. E perversíssimo e absolutamente do Mal. Qualquer coisa na linha daquele Fome de amor (era isso?) com Bowie/Deneuve, mas com muito swig.

Voltei & Sergião rides again. Gosto imensamente dele. Confesso: tenho um fraco por Sergião. NADA deu certo em Curitiba, claro. Ouvi 300 mil
histórias de Como a Humanidade é Calhorda e Está a Fim de Enlouquecê-lo (todo o PLANETA está envolvido num complô para destruir Sergião), depois fiz a Pollyana, servi chá com pão integral e mel, acendi um incenso e me postei vendo Teresa Fonseca em sua nova fase. Ela vai vencer! […]
Marilene tocou-se então para o Longchamp, já citado.
Novidade: Dulce, na verdade, só bebe Strega. Flambado. E é dada a premonições, daí minha idéia da Lua em Peixes. Me forjarás esse mapa? Te darei maiores dados na seqüência, imagino que Dulce teria agora por volta de 50/55 anos. Procurei os maxilares de Dulce toda a tarde na cidade. Mas o problema é: em que direção Dulce terá se transformado?
Pausa megalômana: Marilene, eu vou escrever um excelente livro. Quero esse clima de decadência total do filme de Brian de Palma. Quero rasgos de lirismo tão incoerentes no meio da lama que cheguem a soar absurdos, com momentos de loucura. Tenho TUDO na cabeça. Tremo de pensar. E fico meio bêbado. E não meto mãos à obra. As notas se acumulam. Mas vai, vai.
Hoje tomaria um porre de conhaque com você. Um porre lúcido. Fomos FEITOS para tomar porres de conhaque um com o outro.

No rádio, Gil começa a cantar “amigos presos, amigos sumidos assim, pra nunca mais”. Sempre me dá vontade de chorar. No Longchamp lembrei do seu Wico Cardoso (essa é do Passo de Guanxuma). Eu achava ele lindo quando eu era criança. Era muito pálido, tinha pêlos muito pretos. Casado com Dona Irene Cardoso, que minha mãe ODIAVA porque um ano ela bateu Nair na lista da 10 mais, e pai de Nádia Cardoso, que também era linda — parecida com ele — mas tinha pés enormes. Aos 13 anos, devia calçar 40. Bem, lembrei que seu Wico se
matou. Ninguém sabe por quê. Faz anos. Ele teria pouco mais de 40 anos, regulava com meu pai.
Fiquei pensando nessas coisas e lembrei duns versos de Bob Dylan, que me vieram em português — não sei em inglês, nem de que canção seriam: “Se eu quisesse, poderia enlouquecer/sei tantas histórias terríveis”. Algo assim.
Strega me deu saudades de Pedro. Tomávamos litros de Strega. Em Caxambu, ele procurou desesperadamente uma garrafa de Strega. Diz que quem toma junto nunca se separa. Estou fazendo um esforço, sim, estou agora fazendo um esforço. Mas — Marilene babaca — aquele monólogo de Teresa hoje sobre o amor que sente por Osmar… Eu gostava muito dele, das mãos, dos pés, do hálito (mau), dos dentes (escuros), de tudo qu

e era lindo e de tudo que era feio nele.
Fantasiei telefonemas. Hesitei entre ir ao Açougue tomar mais um conhaque e vir para casa. Vim. A secretária no zero. Mas não vou ceder. Foi a ultima paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso.
Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda-se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele
nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida”. Meu embalinho vai passando, o gosto do Strega persiste na boca. Hoje senti alguns impulsos tipo tesão, corpo fisico. As vezes é tão estranho ser uma
pessoa. A gente é.

Amanhã chega meu som. Penso com que música inaugurá-lo. E quanto mais penso, mais chego à conclusão de que nada mais indicado do que Se eu quiser falar com Deus, com Elis, claro. Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar. Não há de ser em vão, Jacqueline (Marilene, a veemente), tenho certeza que não há de ser em vão: só se manter vivo em 1985 já quer dizer alguma coisa,
certo? Sinal que tens tutano, guria. E alguém há de recompensar isso, de alguma forma ou não, não sei — mesmo que seja tudo aleatório e estejamos aqui jogados como bactérias no corpo doente do planeta.

Hoje achei tão lindo. Ontem tinha conversado por telefone com Rubinho — me contou, com dificuldade, da loucura (ganhou alta) e de como foi duro se afastar e perder a linguagem comum à comunicação entre os ditos normais. Hoje passei numa livraria e vi o livro dele, exposto, primeiro dia à venda. Me deu um orgulho. A contracapa é minha. Fui lá ver é aquilo ali. Aí folheei e, inesperadamente, dei de
cara com a biografia dele. Diz assim, no fim “E fã de Marilena Chauí e Caetano Veloso. Conhece pessoalmente Caio Fernando Abreu e Fauzi Arap.” Me deu um orgulho, um sim-vale- a-pena-e-vamos-nessa. Tenho tido — neste meu processo de recuperar a auto-estima — uns surtos
de qualquer coisa como tá-bom-de-alguma-forma-conquistei-algum-espaço-faço-oque- quero-e-até-digo-coisas. Ontem vieram umas meninas me entrevistar para uma trolha de faculdade. Umas cinco, extremamentes tímidas e bobonas. Uma delas tinha uma chama maldita. Foram-se. Meia hora depois, campainha: a maldita. Voltou “não sei por quê, não consigo ir embora”. Ficou batendo papo. Chama-se Margareth, é geminiana e pela hora e cara (ruiva) ascendente Leo, 20 anos. Deus, 20 anos. Hoje quando acordei tinha recado dela na secretária: “Liguei só pra dizer que achei você lindo e que foi importante estar aí.” Bethania começa a cantar Ronda. Dói. E adoro essa dor de Sampa. Margareth mora com os pais em São Bernardo — o pai é metalúrgico — e acha que o Pérsio do Pela noite mudou a cabeça dela.
Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo.
Mas é isso. “Porém, com perfeita paciência/ sigo a te buscar / hei de encontrar.” Quis morrer de novo, engoli outra rejeição — mas estou vivo e, sinto muito, vou continuar.
Te quero imensamente. Meu coração bate forte.
Caio F

Televisão Autoral

Esta semana, dois comentários inteligentes e interessantes na imprensa no Brasil, resultados da visita de Robert McKee ao Rio, quando lançamos o Programa Globosat de Desenvolvimento de Roteiristas.  Tendo sido responsável pela concepção e curadoria do projeto, as duas leituras me levaram a refletir sobre a “marca do autor” na TV.
McKee acredita que os brasileiros tem a tendência de privilegiar apenas um autor nas produções brasileiras de TV, principalmente em comparação ao processo de trabalho dos roteiristas americanos, conhecido como o “Writer’s Room”, uma reunião onde todos os roteiristas discutem todas as cenas.  Lá também as séries são autorais e cada autor tem sua “marca” (como Mad Men, de Matthew Weiner, Girls, de Lena Dunham, ou Sopranos, de David Chase). No entanto, a série só entra em produção com uma equipe de roteiristas — que nos créditos de abertura são identificados como “producers”, “consulting producers” ou “executive producers” —  que se reúne quase que diariamente para o tal “Writer’s Room”, onde cada cena e personagens são discutidos à exaustão e muitas vezes destruídos. Como diz McKee, o objetivo é sempre o sucesso do episódio. O “show runner”, que também é o diretor e criador teve a idéia inicial, conhece a história e escreve o roteiro final, mas uma vez que as personagens se definem e ficam mais complexas, todos os roteiristas estão comprometidos com elas de alguma forma….
Isso seria impossível no caso de um telenovela brasileira, por causa do processo de produção, este sim, industrial. A telenovela brasileira além de não ser artesanal, é obra aberta 
(a história pode mudar se o público rejeita algum personagem ou trama). As séries americanas, que não são nem artesanais e nem abertas, só exigem que os roteiristas estejam no set para reescrever diálogos ou cenas que não funcionem. Como a produção é constante e a oferta é enorme, o mercado se caracteriza como indústria, mas não o produto. São características distintas de mercado.

Na segunda parte de nosso Programa de Desenvolvimento de Roteiristas, quando trabalharemos com mentores como Marta Kauffman e Anthony Zuiker, a Globosat, Panoramica e eu tivemos o cuidado de incluir laboratórios diários simulando o “Writer’s Room” americano, tanto nos dramas quanto comédias. Nosso objetivo é realmente colaborar na qualificação dos roteiristas brasileiros. Quem sabe não estamos iniciando novos processos para os roteiristas (logo, a produção nacional) e um novo mercado..?
Já a outra reportagem me faz pensar nas idéias propriamente ditas… Se saio de um seminário com uma só convicção é que se não tenho nada a dizer, não tenho enredo algum. McKee chega a dizer que os brasileiros canibalizam suas prórpias histórias, adaptando livros para o cinema. Por que não se tem idéias originais para o cinema (ou TV) e sim adaptam-se para a tela apenas romances ou novelas já publicados? Ao selecionar uma lista dos principais filmes brasileiros recentes para McKee, antes que fosse ao Rio, me dei conta que a maioria eram adaptações de livros… Faltam idéias ou falta coragem para correr riscos?
Obrigada Patricia Kogut e João Bernardo. Adoro intelligent banter e convites à reflexão .