The Future of TV

On the same day that Fox became the first broadcast network to announce that it will not acknowledge or release ratings for live and same day airings for its shows — figures increasingly irrelevant with streaming and DVR, NCTA released a very captious video: Apps Are the Future of TV. It’s not very different from what Apple TV already does….

Best in Show

tv1It’s December and the avalanche of Top 10 lists in the trades indicate a much needed Holiday break. However, there’s so much good TV that I don’t think I’ll have one this year, since I have to catch up with what I didn’t see (like How to Get Away with Murder, and Olive Kitteridge, just to name a couple). So here’s my own Best of and a few links of lists I actually like.
The Americans on FX is probably one of the best dramas on TV and this season was great.
Fargo was downright excellent.
Homeland is back! And what a comeback!
The Good Wife will be good forever, it seems.
Rectify is the quintessential slow-TV, but it is really good, although not in HD.
The Honorable Woman was excellent.
Game of Thrones is addictive.
The Affair is fantastic, a great storytelling format, deep thought provoking narrative in so many ways.
Master of Sex has high and lows, but it’s overall good.
Silicon Valley was a pleasant surprise.
And in the category não-vi-e-não gostei,i.e., rejecting-it-before-I-had-even-seen-it: Jane The Virgin is just a great series, and Transparent, an amazing surprise.
The Roosevelts: An Intimate History was lengthy, and interesting, and captivating. The type of thing I would like to do one day.
Fortunately the (comedy) Newsroom is over. The overrated and boring True Detective will probably keep up the hype, and The Leftovers was interesting, albeit incomprehensible. All the new comedies were crap, Scandal sits alone in the category over-the-top-soap, and the female presidents won’t last.

Brian Lowry’s best TV Surprises
Alan Sepinwall’s
Vulture ranked it’s top 10 TV shows of 2014
Variety’s Best Dramas
Variety’s Best Comedies
Entertainment Weekly’s
Hollywood Reporter’s

TV2

Neo Reality

So what would you do if you suddenly won US$1 million dollars on the lottery? I would definitely buy a house.  Or would invest in development to try to come up with the next big thing in factual television. What lies beyond Duck Dynasty?  It’s the classic high-risk, high-reward approach and it all depends where you think factual television is going next.

Over the last decade factual has lurched through several huge transitions, leaving smaller and smaller vestiges of its previous existence behind. First there were the info-documentaries about space, the human body, weather, technology, explorers, biographies and wildlife. Born out of some of these programmes came character-driven series such as Deadliest Catch, which proved real life could be a damn good soap opera. Exploration shows turned into survival shows. And then along came the History Channel, which totally reinvented itself with the highly addictive Pawn Stars (isn’t it amazing what the residents of Las Vegas find to bring in… did that guy really own the suit of armour?) and American Pickers. Both were brilliantly executed. These shows paved the way for a different type of factual that was highly ‘produced’ and yet still full of interesting content and the added appeal of colourful characters.Then there was the next lurch into even more extreme characters – preferably hillbillies, swamp people, Alaskan hunters and any other subculture you could imagine, especially if they had beards. Discovery has made a huge transition over its lifetime from blue chip to red neck, and has prospered extremely well off the back of it.The evolution of factual shows on cable channels has been so successful it has eaten hard into the terrestrials. Duck Dynasty pulls audience numbers that even the networks covet and the recent brilliant Skywire Live with Nick Wallenda smashed all records. Big events and live shows are back.

So where would  the million dollars in development go?  more hillbillies or into dramatising famous moments of American or WWII history? down the cerebral route, brimming with entertainment, audience participation and – critically – takeaway information? or take risks and create concepts that are entirely new?

The 1000lb gorilla these days is scripted reality (which seems a contradiction of terms) – reality turned into non-reality. My own hunch would be to put some of my development money in this space if the characters are right and game to do what the producer tells them. High-end event specials will get bigger and louder – if that is possible – but there will remain a significant market for smart, intelligent shows that deliver content. It’s just a matter of finding a new way of doing them.But no one really knows.

A Corrida do Ouro

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A euforia na produção de séries de TV nos EUA hoje em dia é onipresente e contagiante.  Personagens complexos, sutis e de moralidade dúbia em enredos brilhantes proporcionam, para taxonomia da imprensa americana, uma “Era de Ouro”. Enquanto isso no Brasil e em tosca comparação, vivemos ainda -e apenas- uma “Corrida do Ouro”, graças ao novo mercado fomentado por leis e programas de incentivo à produção. Há igual euforia, mas causada mais pelos novos modelos de negócios do que por grandes idéias ou roteiros geniais. Também é um mercado em ebulição, mas que urge amadurecer criativa e financeiramente.
Nunca se discutiu tanto o processo criativo, nunca se trouxe tantos americanos para ministrar palestras e nunca se quis tanto melhorar a qualidade do que se produz. Os artigos de lei e linhas de financiamento foram cruciais para o cenário de televisão por assinatura começar a mudar, mas a eficácia industrial como a americana só vai acontecer quando canais e criadores tiverem o mesmo comprometimento criativo que faz o mercado sustentável, isto é, audiência, produtos que gerem negócios e formatos que virem franquias. Até agora produziu-se barato para cumprir quotas e caro porque se podia. Isso não sustenta o mercado.
Motivada por minha experiência de executiva de canais, encontrei em uma produtora, Panorâmica, e na Globosat, maior programadora brasileira, parceiros ideais para o que consideramos seria um passo definitivo para o amadurecimento do mercado de ficção e em 2013 lançamos um evento anual exclusivamente para roteiristas de TV, o Programa Globosat de Roteiristas. Trouxemos ao Brasil criadores de séries de sucesso para compartilharem suas experiências consagradas e deixarem um pouco de seu legado. A primeira edição do evento resultou  em 12 projetos escolhidos a dedo para serem trabalhados em aulas com mentores americanos. 4 foram escolhidos pela Globosat para entrarem em desenvolvimento e dois deles, usando o processo de criação americano, o writer’s room (sala de roteiristas), uma aplicação pragmática de tudo que estávamos promovendo. Tive a oportunidade de supervisionar estas duas salas: uma comédia para o canal Viva e um drama para o GNT. Foi a primeira vez que os dois canais investiram em desenvolvimento usando este processo e sem o compromisso com estréia. Mesmo que os resultados de produção e audiência ainda estejam por vir, a experiência foi transformadora.
O erro mais comum no Brasil até então era esperar que no primeiro dia de trabalho, roteiristas começassem a escrever o primeiro episódio de uma série. Um convite ao fracasso: sem parâmetro de onde vai a história ou do que é bom, o roteirista estava sozinho, paralisado. Só depois de enviar seu roteiro para o produtor ou ao canal, é que recebia algum comentário (muitas vezes críptico, como “não era bem isso”). Com a urgência de entrega e financiamento garantido, a qualidade da história geralmente ficava em segundo plano.

Criar um roteiro não é um processo linear e no writer’s room não se escreve, mas o retorno é instantâneo. Há um olhar crítico coletivo, não há distração externa alguma, e as ideias que não servem ao grupo,  comprometido única e exclusivamente com a história, rapidamente dão espaço para outras com mais força e substância. Não é uma rinha de galos, porque o ego fica do lado de fora e trabalha-se em cima de conceitos técnicos. A prioridade é a série, o autor são vários autores. O contraste de evolução para o processo individual é enorme. E é a melhor forma de criar na TV, um meio onde a colaboração é imperativa.

O passo seguinte será o de cultivar a figura do showrunner, que é o gestor artístico dos roteiristas da sala e quem dá unidade à série, administrando-a do roteiro à produção. Por enquanto, a figura central ainda está no diretor, que por tradição, sente-se obrigado a dar sua “marca” autoral, às vezes até em detrimento à história.  Talvez a mudança deste processo no Brasil ocorra quando diretores começarem a contar suas próprias histórias ou roteiristas administrarem suas criações como histórias de 100 horas onde controlam a produção.  Mas para chegar lá ainda precisam enriquecer colossalmente suas personagens e aperfeiçoar tremendamente o que escrevem .
Se no writer’s room de Breaking Bad, as 14 pessoas na sala levavam até duas semanas discutindo os dilemas  morais que passavam pela cabeça do multidimensional Walter White de um único episódio, como um roteirista brasileiro que não conhece Aristóteles ou Heidegger, pode contar uma história sobre redenção? House, o médico não convencional e misógino, notoriamente inspirado em Sherlock Holmes, do (também médico) Conan Doyle, levou até quase um ano para ser desenvolvido. E Tony Soprano, a pedra fundamental da nova produção de séries de TV, é uma personagem igualmente multifacetada (16 dimensões) gerada por um autor obcecado por Fellini, que cita Tennessee Williams e Arthur Miller.  The Wire, The Shield, Mad Men, Dexter — todas estas séries tem personagens centrais que representam a necessidade do americano entender sua posição no mundo hoje.Ainda temos um longo caminho a percorrer, seja entre canais, produtores ou roteiristas. Os termos americanos que começam a pipocar no Brasil (como writer’s room e showrunning) identificam ferramentas fundamentais do processo de criação americano, mas não significam nada aqui por enquanto. Nosso mercado precisa realmente amadurecer. Vamos chegar lá, sim, mas quando a “Corrida do Ouro” acabar e a prioridade for a qualidade das histórias na tela.

 

 

The Museum in the Hood

05PEREZjp-popupI have to admit  I am starting to like Miami. Just a few weeks in the crater-cracked asphalt of Brazil, Miami seems paradise. The new museum across the street helps: the design is spectacular, jaw-dropping, high wow factor, there’s culture and nature and it could be anywhere (but hey it’s across the street). From the Swiss architects Jacques Herzog and Pierre de Meuron, of Herzog & de Meuron, who did Tate Modern in London, the de Young Museum in San Francisco and the 1111 garage at the beach. Let’s hope they have exhibits now, and I will be a diligent member.