Tastemade

Quem disse que You Tube é só para videos de gatinhos serelepes e cachorros semi-histéricos? Indeed, a plataforma de video que possibilitou canais inteligentes (como o SciShow e o Intelligent Channel) também chegou na cozinha. Tastemade, que acabou de ter uma injeção de capital de 10 milhões de dólares, não vai demorar muito para se tornar a Food Network da era digital.  Tastemade tem 100 canais feitos com uma curadoria super atenciosa, totalmente voltada para videos de receitas. A rede até oferece treinamento em artes culinárias para seus criadores de video. Assim garantem o padrão estético.
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uma carta de Caio F encontrada ao acaso

Sampa, 18 de abril de 1985.

Marilene,
te escrevo na máquina da Em Volta (Galeria), cerca de 13h30m. Tudo meio vazio, vim entregar minhas matérias, fiquei fazendo a página de culinária (este mês:peixes), a patroa está em Tóquio (coitada!). Neste momento, o boy acaba de me entregar um pacote de livros. Global: Oba, veio a Katherine Mansfield!
Ouvi hoje várias vezes: você está com a cara tão boa! S’as que Marilene desespera, mas não perde o tino, não? Entre duas cachoeiras de lágrimas, sempre há espaço para um pouquinho de creme Nívea. Achas que a frase anterior poderia servir para um campanha publicitária Nívea? Ganharíamos literalmente potes de creme. Você não quer produzir?
Ontem fiquei assistindo Camelot na TV. Marilene, descobri: tudo que preciso é de um Sir Lancelot na minha vida. Mais ainda se tivesse a cara do Franco Neroaos 30 anos. Fantasias, como vês, não faltam. Faço um pouco de hora para assistir Dublê de orpo, de Brian de Palma.
Abobrinha 1 (conte para C.):
S’as qual seria a manchete da Folha de S.Paulo de terça-feira?
Esta: “Risoleta magoada com frieza de Tancredo”.
Abobrinha 2 (somente para iniciados):
Abobrinha 2a. S’as o que o Caio Fernando disse quando viu o Jaburu do
outro lado da calçada?
— Como é que eu estou do outro lado, se estou aqui?
Abobrinha 2b. S’as o que o Jaburu, do outro lado da calçada, fez quando viu
o Caio Fernando Abreu? Gritou: — Jaburú-ú!
Ai, ai.
Tenho uma história medonha pra te contar. Recebo na secretária eletrônica um recado de Tania von Faillace, que está em SP para o tal congresso de datilógrafos. Texto: “Estou em SP e quero muito te ver. Estou preocupada com a tua saúde. Telefone tal, beijos Tania.” Outra, recebo um bilhete de Lya Luft. Texto: “Me disseram que não andas muito bem de saúde, Fico preocupada, manda notícias.” Eu, caraminholando, lógico. Ontem telefonema de Zé Márcio. Texto:
Zé — Zé Fissura te ligou do Rio?
Eu — Sim, mas há umas duas semanas.
Zê — Ontem ou hoje não?
Eu — Não. Por quê?
Zé — Bem, é que ele ligou aqui pra casa ontem querendo saber se era
verdade que você está com AIDS. Diz que todo mundo em Porto Alegre só fala
nisso.
E então, Marilene, que achas? Estou me sentindo a própria Rita Lee, careca por causa das aplicações de cobalto. Haja, não? Fiquei na minha, mas putíssimo. Você não acha um pouco baixo-astral demais? A peste. Imagina se começassem a espalhar que pessoas gordas dão câncer. Pois é mais ou menos assim que me sinto. E o pior, quero dizer, melhor, é que Marilene está absolutamente saudável (supõe,
claro). Bem, bem.
Hoje me convidaram para outra tournée pelo interior, além de Presidente Prudente. Podia ser Araçatuba (achas que é de Tôro?), São José dos Campos ou Ribeirão Preto. Escolhi a última, não sei, mais sensual, terra de Mário Prata, Leilah Assunção — imaginaste as noites de Ribeirão Preto? E os ribeirões de Ribeirão Preto?
Medo: Sergião ameaça abrir falência e me comunica que TALVEZ eu (?) tenha que sustentá-lo durante no mínimo um mês. Botei as mãos nas cadeiras e não disse nada. Mas pode? Cá entre nós: poooooooooooooooooooooooooooooooode?
As vezes penso em voltar para a Pavuna.
Pausa, pausa. Sumiê, a secretária japa, me conta que anda doente do coração — tipo a soufle au coeur: ela tem uns 25 anos. Aí entra Natália e me conta que a semana que vem tem que operar um cisto-no-ovário. Minha guia de Oxum faz uma falta…
Mas ai, ai. Marilene, venha me visitar. Está tudo tão direitinho naquele puta apê. Hoje recortei um anúncio de liquidação de camas & colchões. Amanhã fico rico e vou lá ver. Hoje quero comprar Um homem só, de Christopher Isherwood — li o Adeus a
Berlim e, paixão! É algo meio Jonh Fante, meio Salinger — não chega aos pés, claro, é mais seco, mais viril, mas tão bonito. Quando você vier, leva outra mala de livros.
Já leste carta tão besta?
Pois é, vai saindo. Nas minhas obras póstumas, você jura que elimina as mais imbecis?
A solidão às vezes é tão nítida como uma companhia. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível. As vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que amor acabou. [.. .] Repito sempre: sossega, sossega —
o amor não é para o teu bico.
Aftas desapareceram. Homeopata tranqüiliza — foram ótimas, cosas que tinham que sair pra fora. Notei sensível diminuiçã em gânglios (lovely gânglios). Não consigo mais me sentir com AIDS.
Tás na linha? Alô, alô? Chamei Telesp: trocaram o aparelho. Mas é questã do Sergiã voltar de Curitiba, ter outra discussã e jogar o aparelho no chã. Como de hábito. Marilene, sou tão bonzinho, simpático, talentoso, prestativo, amável, delicado e carinhoso. Marilene: a que tenta preservar sua auto-estima a qualquer custo.
Dulce me invade a cabeça. Anoto, anoto. Ainda não comecei de sola. Mas vai nascer. Fico todo grávido e imediatamente me vêm caixas de Domecq na cabeça. O problema mais grave é que Dulce bebia mesmo era gim. Acho que ela se parecia com Tonia Carrero. E era Leo/Tôro ou Tôro/Leo, com uma Lua em Pêxes.
Mas é isto. Me vou à luta. Voltei a dormir no chão: coluna tri. S’as o que Jaburu respondeu para o psicanalista quando este perguntou por que ele tinha ido lá: — Não parece ÓBVIO? E caiu em prantos. Um dia talvez o Jaburu renda uma boa historinha para kids. Ainda. Se Dodeacedro na CAL implica em direção de Nara Keiserman, a resposta definitivamente é NÃO!
Kisses para Maria Clara, Nina, Angela e Betty. Mais para Marilene.
Caio F.

Pausa. Pausa. Pausa.

Noite, 23h25m.
Não tive tempo de colocar no correio. Estou continuando em casa. E tanto pra dizer. Estou de cabeça feita exatamente no ponto em que gosto: recebi uma grana, cara (200 paus de uma coluna sobre livros num jornal de… Medicina). Bueno, aí jantei no Longchamp — o Longchamp me dá um prazer, um gostinho de estar em Sampa… — comi: uma lasanha (Marilene andava mal alimentadíssima,
pooooooobre) com meia garrafa de vinho tinto, depois cafés e um licor de Strega (eles têm cálices belíssimos).
Vim descendo a Augusta. Marilene, estou todo INTENSO. Minha epígrafe agora seria: “Pode deixar que eu seguro”.
Foi me dando uma sensualidade bebendo aquele Strega flambado… Lambi os beiços, deixei descer devagar pela garganta, depois de molhar toda a boca por dentro. Continuo depois o capítulo Strega.
Jacq-ueline
[À margem: Descobri: o perigo do teu nome é esse cq que lembra… Dome-cq!],
emergi hoje. Ah, pobre Marilene, a passional… Sofri tanto, fiquei de cama, sabias? Pois hoje emergi calçando salto 15, ombros muito para trás, porte ereto e saia justíssima. Nariz arrebitado. Pisando duro. Pensam que vão acabar comigo?
Nunca. Marilene foi às compras — como é uma intelectual, no fundo, comprou outro Isherwood — essa paixão vai me levar à ruína — e o final daquela Dons Lessing/Martha Quest. Marilene depois foi ao Arroz de Ouro, comprou potes de mel, incenso de verbena e um pote enorme de propolina. Saiu correndo para o cinema, a tempo de ver Dublê de corpo e — ah! — imagine um filme punk-pornô. E fantastish! Tem uma atriz pornô — Holly, que fez o famoso Holly does Hollywood — um voyeur claustrófobo e um videoclipe numa buceteria punk que Marcia Fellacio e
The Vagina Dentatas não imaginariam mais, Vá correndo ver. E perversíssimo e absolutamente do Mal. Qualquer coisa na linha daquele Fome de amor (era isso?) com Bowie/Deneuve, mas com muito swig.

Voltei & Sergião rides again. Gosto imensamente dele. Confesso: tenho um fraco por Sergião. NADA deu certo em Curitiba, claro. Ouvi 300 mil
histórias de Como a Humanidade é Calhorda e Está a Fim de Enlouquecê-lo (todo o PLANETA está envolvido num complô para destruir Sergião), depois fiz a Pollyana, servi chá com pão integral e mel, acendi um incenso e me postei vendo Teresa Fonseca em sua nova fase. Ela vai vencer! […]
Marilene tocou-se então para o Longchamp, já citado.
Novidade: Dulce, na verdade, só bebe Strega. Flambado. E é dada a premonições, daí minha idéia da Lua em Peixes. Me forjarás esse mapa? Te darei maiores dados na seqüência, imagino que Dulce teria agora por volta de 50/55 anos. Procurei os maxilares de Dulce toda a tarde na cidade. Mas o problema é: em que direção Dulce terá se transformado?
Pausa megalômana: Marilene, eu vou escrever um excelente livro. Quero esse clima de decadência total do filme de Brian de Palma. Quero rasgos de lirismo tão incoerentes no meio da lama que cheguem a soar absurdos, com momentos de loucura. Tenho TUDO na cabeça. Tremo de pensar. E fico meio bêbado. E não meto mãos à obra. As notas se acumulam. Mas vai, vai.
Hoje tomaria um porre de conhaque com você. Um porre lúcido. Fomos FEITOS para tomar porres de conhaque um com o outro.

No rádio, Gil começa a cantar “amigos presos, amigos sumidos assim, pra nunca mais”. Sempre me dá vontade de chorar. No Longchamp lembrei do seu Wico Cardoso (essa é do Passo de Guanxuma). Eu achava ele lindo quando eu era criança. Era muito pálido, tinha pêlos muito pretos. Casado com Dona Irene Cardoso, que minha mãe ODIAVA porque um ano ela bateu Nair na lista da 10 mais, e pai de Nádia Cardoso, que também era linda — parecida com ele — mas tinha pés enormes. Aos 13 anos, devia calçar 40. Bem, lembrei que seu Wico se
matou. Ninguém sabe por quê. Faz anos. Ele teria pouco mais de 40 anos, regulava com meu pai.
Fiquei pensando nessas coisas e lembrei duns versos de Bob Dylan, que me vieram em português — não sei em inglês, nem de que canção seriam: “Se eu quisesse, poderia enlouquecer/sei tantas histórias terríveis”. Algo assim.
Strega me deu saudades de Pedro. Tomávamos litros de Strega. Em Caxambu, ele procurou desesperadamente uma garrafa de Strega. Diz que quem toma junto nunca se separa. Estou fazendo um esforço, sim, estou agora fazendo um esforço. Mas — Marilene babaca — aquele monólogo de Teresa hoje sobre o amor que sente por Osmar… Eu gostava muito dele, das mãos, dos pés, do hálito (mau), dos dentes (escuros), de tudo qu

e era lindo e de tudo que era feio nele.
Fantasiei telefonemas. Hesitei entre ir ao Açougue tomar mais um conhaque e vir para casa. Vim. A secretária no zero. Mas não vou ceder. Foi a ultima paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso.
Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda-se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele
nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida”. Meu embalinho vai passando, o gosto do Strega persiste na boca. Hoje senti alguns impulsos tipo tesão, corpo fisico. As vezes é tão estranho ser uma
pessoa. A gente é.

Amanhã chega meu som. Penso com que música inaugurá-lo. E quanto mais penso, mais chego à conclusão de que nada mais indicado do que Se eu quiser falar com Deus, com Elis, claro. Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar. Não há de ser em vão, Jacqueline (Marilene, a veemente), tenho certeza que não há de ser em vão: só se manter vivo em 1985 já quer dizer alguma coisa,
certo? Sinal que tens tutano, guria. E alguém há de recompensar isso, de alguma forma ou não, não sei — mesmo que seja tudo aleatório e estejamos aqui jogados como bactérias no corpo doente do planeta.

Hoje achei tão lindo. Ontem tinha conversado por telefone com Rubinho — me contou, com dificuldade, da loucura (ganhou alta) e de como foi duro se afastar e perder a linguagem comum à comunicação entre os ditos normais. Hoje passei numa livraria e vi o livro dele, exposto, primeiro dia à venda. Me deu um orgulho. A contracapa é minha. Fui lá ver é aquilo ali. Aí folheei e, inesperadamente, dei de
cara com a biografia dele. Diz assim, no fim “E fã de Marilena Chauí e Caetano Veloso. Conhece pessoalmente Caio Fernando Abreu e Fauzi Arap.” Me deu um orgulho, um sim-vale- a-pena-e-vamos-nessa. Tenho tido — neste meu processo de recuperar a auto-estima — uns surtos
de qualquer coisa como tá-bom-de-alguma-forma-conquistei-algum-espaço-faço-oque- quero-e-até-digo-coisas. Ontem vieram umas meninas me entrevistar para uma trolha de faculdade. Umas cinco, extremamentes tímidas e bobonas. Uma delas tinha uma chama maldita. Foram-se. Meia hora depois, campainha: a maldita. Voltou “não sei por quê, não consigo ir embora”. Ficou batendo papo. Chama-se Margareth, é geminiana e pela hora e cara (ruiva) ascendente Leo, 20 anos. Deus, 20 anos. Hoje quando acordei tinha recado dela na secretária: “Liguei só pra dizer que achei você lindo e que foi importante estar aí.” Bethania começa a cantar Ronda. Dói. E adoro essa dor de Sampa. Margareth mora com os pais em São Bernardo — o pai é metalúrgico — e acha que o Pérsio do Pela noite mudou a cabeça dela.
Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo.
Mas é isso. “Porém, com perfeita paciência/ sigo a te buscar / hei de encontrar.” Quis morrer de novo, engoli outra rejeição — mas estou vivo e, sinto muito, vou continuar.
Te quero imensamente. Meu coração bate forte.
Caio F

The Socially Deficient

Digital connections are at a point of mental-emotional exhaustion… Has it reached the ceiling? I find it hard to believe it will grow more; or evolve into a way that makes us connect in a  more productive or fulfilling way. Maybe this is the Mayan prophecy after all.  The global village is full. Here’s a story by David Carr, published today at the NYT, with the title of “My Dinner with Clay Shirky….”

Last week, I had dinner at Clay Shirky’s house along with a group of journalists and academics, all of whom are very active on the Web. Mr. Shirky is the oft-quoted thinker who wrote “Here Comes Everybody” and “Cognitive Surplus.” I have no idea why he was having the dinner or why I was invited, only that it sounded like a fun, smart bunch. We all “know” each other, either through a direct online connection or by digital reputation, but I am more familiar with them as digital avatars than as people.

As a group, we have some things in common, like an obsession with the future of journalism, and I’ve engaged in vigorous digital debate with people at the dinner over the willingness of people to pay for journalism.

But, funny enough, we didn’t talk about that much in person. We talked about Twitter, the Facebook I.P.O. and the limits and glories of Storify. But we also talked about “Homeland,” school politics, New York provincialism and, as it turned out, bread.

Before dinner, Mr. Shirky set out some bread. It was warm on the inside, crusty on the outside, little French loaves of goodness. I went into the kitchen to ask where Mr. Shirky had found such treasure and he pointed to the oven and the loaf pans on top.

As it turns out, Mr. Shirky became very good at bread eating at a young age, so his mother decided that he should also be good at bread making. We all chewed on the bread as Mr. Shirky told the story of learning how to make bread as a 10-year-old.

Now, he could have told that story in a blog post or in an e-mail chain, but it became a very different story because we were tasting what he talked about. The connection in an online conversation may seem real and intimate, but you never get to taste the bread. To people who lead a less-than-wired existence, that may seem like a bit of a “duh,” but I spend so much interacting with people on the Web that I have become a little socially deficient.

In her book “Alone Together,” Sherry Turkle has written about the lack of nutrition in what seem like significant online relationships.

After an evening of avatar-to-avatar talk in a networked game, we feel, at one moment, in possession of a full social life and, in the next, curiously isolated, in tenuous complicity with strangers. We build a following on Facebook or MySpace and wonder to what degree our followers are friends. We recreate ourselves as online personae and give ourselves new bodies, homes, jobs and romances. Yet, suddenly, in the half-light of virtual community, we may feel utterly alone. As we distribute ourselves, we may abandon ourselves. Sometimes people experience no sense of having communicated after hours of connection.

I left Mr. Shirky’s apartment with a full belly, but even more filled up by what happened around the perimeter of the bread. No one tweeted, no one texted, everyone talked. I’ve noticed more and more that when I go to gatherings, people are walking around in their own customized world defined by what is on their smartphone, not by who is sitting next to them at dinner. The serendipity of the offline world has been increasingly replaced by the nice, orderly online world where people only follow whom they want to and opt in to conversations that seem interesting.

The funny thing is, the user is not always the one who is doing the deciding. As the author Eli Pariser has written in “The Filter Bubble,” Facebook, Google and Yahoo are deciding what we want to know, even though we are the ones doing the searching.

We end up in what seems like a self-selected informational ghetto, finding out about what is most “relevant” to us, but not finding out much of anything new. Google would never know that I wanted to bake because I didn’t know it either. If someone had Google Plus-ed Mr. Shirky’s recipe for bread or provided a link on Twitter, I would have never clicked on it.

But because I had tasted the actual bread out in the actual world, I wanted to try to make it myself. I got online — yes, I stipulate to the irony — and goaded Mr. Shirky back into sharing the recipe. It might as well been a formula for cold fusion, what with its two separate pauses to let the dough rise and daunting list of tips, but the memory of the smell, of the taste, compelled me to try to make the bread.

(The writer and educator Zeynep Tufekci would point out that I never would have gotten around to eating that bread with those people unless I had had a digital connection to them. She has observed that so-called weak ties often lead to strong ones, )

I circulated a picture of my lumpy but fundamentally sound loaves to the ad hoc group that was formed around that dinner and we had some laughs. Yes, we did that online, but it was reprising something that had actually happened when we were together.

In addition to asking Clay for the bread recipe, I asked him about the ingredients of communication in a wired era. “When people talk to one another long enough, they want to meet, and when they’ve been in one another’s presence, they want to keep in touch.” In other words, we will probably break bread together as a group again.

All of which is a way of saying something that is probably obvious to others who are less digitally obsessed: you can follow someone on Twitter, friend them on Facebook, quote or be quoted by them in a newspaper article, but until you taste their bread, you don’t really know them.

my media theory

Há muito tempo ninguém me estimulava a discutir este assunto que tanto gosto na vida (e que escolhi como profissão very early on), televisão! So from the bottom of my heart, thank you, queridos Mauricio e Zeca! I have a thing or two to say about o que os dois escreveram hoje in the medium of your choice. Antes de tudo peço que me perdoem o português péssimo… parte falta de prática, parte pure excitement. A mistura com inglês não é arrogância nem empáfia, mas sim velocidade: my brain speeds, my hands are slow.

O que acontece em mídia –e no mundo– hoje em dia é maravilhoso. This is an exciting time we’re in! We are living in REAL TIME in exactly o que Marshall McLuhan falou is “the extension of man”: the medium is the message. Neste email mesmo estamos conversando através de diferentes interfaces (facebook, blog, email, televisao) mas interligados, while the medium está cumprindo seu papel; and it affects the society in which it plays a role not by the content delivered over the medium, but by the characteristics of the medium itself.

Televisão fala com o maior número possível de gente ao mesmo tempo, é comunicação de massa. A linguagem tem de ser fácil, we know that. Não acho que seja a falta de qualidade, boldness ou coragem dos executivos de televisão, Mauricio, que faz a televisão ser do jeito que é. Vivemos em uma sociedade capitalista e interesses economicos gritam 20 vezes mais alto do que qualquer ousadia criativa. Eu sou produto disso myself, apanho muito por querer ‘shake things up’, a ponto de ter perdido o emprego uma ou duas vezes na vida (mas também acerto big time às vezes). A TV Globo não muda a grade de programação há 50 anos. Falta de coragem de executivos? absolutely not! Por mais brilhante que Dercy seja (não sei, não vi, não tenho idéia do que se trate), não vai ocupar o lugar de um programa que já vendeu duas vezes suas quotas de patrocinio (o revenue de comerciais que está entrando naquela faixa de horario de Big Brother dá para colocar outro BBB de tanto anunciante batendo na porta).

Mulheres Ricas is disgusting? So what?!? A quantidade de gente que reage a este programa justifica the medium. If it’s disgusting it is not the point… The Artist é um filme preto e branco sem diálogo sobre Hollywood in between wars. É um sucesso. A última grande coisa que aconteceu no pop foi American Idol. Rock sempre foi rock… Sorry to quote McLuhan again: when the printing press was invented in the West most thought it was an engine of immortality…except for Shakespeare.

786 criticos de TV? Não são criticos…. The medium is the message. A maneira com que a gente se comunica hoje mudou, Being it the internet, smartphones and so forth. A televisão é um meio linear, a internet não-linear. Na internet exerço minha liberdade e faço, por extensão, a televisão participar de um processo democrático. Participatory culture has been hailed by some como uma maneira de reformar communication and enhance the quality of media. Até há pouco exigia-se uma faculdade de jornalismo para exercer “a critica”, right? Well, the new ethics. Web 2.0. allows non-traditional forms of professional training que permite as pessoas maior interaçao social e community participants. Ethics challenge? It’s the world we live in, and it’s beautiful.

One last point, que acho que é um fator cultural do brasileiro. é um povo gregário, fala-se entre si, conversa-se, discute-se o que vemos na TV, etc. Uma das coisas que mais me impressionou quando estive no Brasil foi a quantidade de gente tweetando ao mesmo tempo que via televisão. Comentários em real time. Só pode ser a natureza gregaria do brasileiro. O desejo de interagir socialmente. These renaissance men que inventaram smart-phones, that change the way we communicate, and technology that thrives in our world only made it easier.

Sou uma pessoa de televisão, this is my medium, faço isso há quase 30 anos e nunca vi critica de televisão no Brasil. Aliás fiquei muito surpresa em saber que Mauricio fala de televisão semanalmente….até mandei congratulations… e alguém comenta no blog do Zeca (william?) que está fazendo uma monografia sobre a falta de crítica de televisão no Brasil. Ha. Agora minha frustração mesmo não é tanto na so called “falta de qualidade” da TV, mas esta necessidade de “jump on the bandwagon”, de todos fazerem tudo igual, de ranso…. Não há diversidade, isso é velho. Nem vou começar a falar do que penso sobre a nova lei….

Não vi Lost, nunca gostei. Breaking Bad is brilliantly written e os script são mais bem escritos que o que saiu na TV. The Killing e O Rebu tratam da mesma coisa e da mesma forma, só muda o número de capítulos e a quantidade de externas. Mas aqui ao menos valoriza-se the writer… são 10, 20, até 30 roreiristas por programa. Ideas ideas ideas. Mas aí pode-se argumentar que não é muito diferente do rádio right?
Mauricio Stycer: Zeca Camargo vê excesso de críticos de TV em busca de audiência na internet